Drew Allar | Quarterback | Penn State Nittany Lions
Pick n° 76 – Terceira Rodada.
Camisa n°15 Posição: Quarterback Idade: 22 anos (08.03.2004).
De: Medina-OH
Histórico escolar, Pré-recrutamento: Medina High School-OH
Perfil de Recrutamento: ⭐⭐⭐⭐⭐- Classe de 2022. (3° melhor recruta, 1° melhor QB).
Recrutamento: Penn State Nittany Lions (2022) – BIG 10.
Experiência no College: 4 anos (2022 a 2025).
RAS Score e medidas – Combine/ProDay:
RAS Score: Não qualificado.
Altura: 1.96m
Peso: 104kg
Comp. Mãos: 9.880 (25,09 cm*)
Comp. Braço: 37.750 (83,13 cm*).
Bench Press: NÃO TESTOU
Vertical Jump: NÃO TESTOU
Broad Jump: NÃO TESTOU
Shuttle: NÃO TESTOU
3-Cone: NÃO TESTOU
40 YD Dash: NT 20 YD Split: NT 10 YD Split: NT
Legenda utilizando a métrica do Relative Athlectic Score (RAS):
Verde = Ótimo/Bom – Amarelo = Ok/Mediano – Vermelho = Ruim
Comparações Pré-Draft:
Josh Allen, QB, Wyoming, 1rd. Pick 7, Classe de 2018.
Daniel Jones, QB, Duke, 1rd. Pick 6, Classe de 2019.
Joe Flacco, QB, Delaware, 1rd. Pick 18, Classe de 2008
Projeção de contrato: 4 anos, $ 7.103,452mi.
Número escolhido: não divulgado.
Projeção de Draft:
Terceira Rodada.
Classificação em Boards (Melhor prospecto disponível em overall):
The Ringer: 99° PFF: 96° ESPN: 115°
Fox: 120° CBS: 157° NBC: 137°
PFN: 218° The Athletic: ND
Bleach Report: 103°
CONSENSUS BIG BOARD: 128° Melhor prospecto em OVR da classe de 2026.

Quem é Drew Allar?
Drew Patrick Allar criado em Medina-OH, em uma família com raízes no esporte, cresceu em ambiente de competição e disciplina.
Durante seu período no High School, Allar explodiu nos holofotes de recrutamento, com um tamanho e qualidade que o fez ser observado pelos olhares de scouts universitário e até de NFL, durante sua adolescência.
Em seu ano sênior, no High School, lançou para 4.444 jardas e 48 touchdowns, sendo nomeado o “Mr. Football” de Ohio em 2021, prêmio muito respeitado dado a jogadores de destaque do estado, em seu período colegial.
Mesmo como torcedor do Browns, e em território dominado por Ohio State, Allar cruzou a fronteira para a Pensilvânia, se comprometendo com Penn State, num estado “rival”, num time rival de suas origens.
Na classe de recrutamento, foi avaliado com um talento de 5 estrelas, o 3° daquela classe, sendo considerado como QB número 1 entre todos os prospectos a nível de recrutamento nacional. Em Penn State, Allar assumiu a titularidade no seu segundo ano pelo programa.
Sua carreira universitária foi marcada pela eficiência extrema no cuidado com a bola, com apenas 1,30% de interceptações na carreira (13 em 1.002 tentativas), não apenas o braço do time, mas foi capitão da equipe por dois anos consecutivos, respeitado pela sua ética de trabalho descrita por olheiros como o primeiro a chegar e o último a ir embora.
O encerramento de sua trajetória universitária, contudo, teve um tom amargo. Uma fratura no tornozelo esquerdo em outubro de 2025 exigiu cirurgia e o retirou da segunda metade de sua última temporada.
Apesar disso, ele chega ao Draft consolidado como um QB de braço forte e estatura ideal, e a possibilidade de desenvolvimento que poucos QBs draftados nessa classe podem alcançar.
Ao final de sua carreira universitária de quatro anos, acumulou 45 partidas totais, 35 como titular, com um recorde de 26-9 como titular.
O prospecto Drew Allar:
Drew Allar é o exemplo do que um front office busca em um QB vindo para o Draft, com 1,96m e mais de 100kgs, o seu biotipo e a sua juventude são algo que, mesmo oscilando estatisticamente, vão chamar a atenção das equipes no processo pré-draft.
Sua força de braço é classificada como acima da média, gerando velocidade na bola com pouco esforço. Isso se traduz em lançamentos verticais agressivos e em trajetórias lineares, facilitando o trabalho de seus recebedores em janelas curtas.
Provavelmente, como prospecto, o que mais atrai o interesse no scout de Allar é a sua capacidade natural de passar a bola com força e precisão.
Uma de suas maiores virtudes é a capacidade de permanecer firme diante do contato iminente, ele não encolhe o braço quando sente a pressão chegando, sendo capaz de entregar passes precisos mesmo segundos antes de ser atingido. Além disso, ele demonstra flashes de antecipação, lançando a bola antes mesmo de o recebedor realizar o cut na rota.
No jogo terrestre, embora deficiente quanto a sua mobilidade, faltando explosão, ele é pesado e difícil de derrubar após o primeiro contato. Sendo eficiente em situações de terceira descida e goal-line, podendo ser qualificado como um QB funcional nessas situações.
Entretanto, as deficiências de Allar começam pela falta de ritmo entre pés, olhos e braço, ele aparenta ter todas as ferramentas de jogo, mas falha em utiliza-las. Essa desconexão resulta em passes imprecisos em rotas que deveriam ser simples, como checkdowns e layups rápidos.
Seu footwork é deficiente, o que afeta diretamente sua consistência de jogo. Ele tem uma tendência a “sabotar” a si mesmo com decisões tardias, especialmente em terceiras descidas, onde sua porcentagem de passes completos caiu drasticamente na última temporada 2025.
Allar muitas vezes é excessivamente conservador em suas leituras, hesitando em situações que poderiam resultar em renovação de descidas, ou bons avanços de campo, tal hesitação faz com que ele perca janelas de oportunidade fundamentais, e a nível profissional essas janelas serão mais curtas ainda.
Em 2025, ele teve dificuldades em gerar grandes jogadas, completando apenas 13 passes de mais de 20 jardas.
A falta de agressividade em momentos cruciais levanta dúvidas sobre sua capacidade de liderar ataques em situações de alta pressão.
Sua dificuldade em criar jogadas “fora da caixa” do ataque quando o plano inicial falha é uma preocupação para times que buscam um QB que conduza seu ataque.
O maior ponto de preocupação quanto ao prospecto de Drew Allar é a sua dificuldade de apresentar segurança enfrentando defesas mais competitivas, hesitando em excesso, e nem mesmo tentando desenvolver jogadas que tirem seu ataque do buraco.
Novamente, Allar tem as ferramentas, ele consegue usar essas ferramentas quando enfrenta adversários mais fracos tecnicamente, mas quando o nível de competição se eleva, por muitos momentos ele parece entrar em parafuso, e não define a jogada, desperdiçando oportunidades e até mesmo aceitando pressões e sacks.
Dentro de seu perfil, Allar é jovem, possui experiência em bom nível e acima de tudo possui os atributos que fascinam as equipes quanto ao seu perfil, mas tecnicamente é um jogador longe de estar pronto para o nível de competição e que precisa dominar as nuances técnicas do jogo.
Pontos Fortes:
Físico Ideal: Possui o biotipo ideal para a posição, representando durabilidade para absorver impactos e uma visão privilegiada por cima da linha ofensiva.
Potência no Braço: Consegue lançar a bola com velocidade e sem esforço, alcançando todas as áreas do campo.
Baixo histórico de TOs: Disciplinado, algo raro em prospectos de sua idade, manteve um dos menores índices de interceptação da história de Penn State.
Processamento Pré-Snap: Inteligente na identificação de defesas e ajustes de proteção ao passe.
Trabalho e Liderança: Capitão por dois anos consecutivos e elogiado por olheiros pela dedicação extrema ao estudo do jogo e presença constante nas instalações do time.
Pontos Fracos:
Footwork: Seus pés são “pesados” e inconsistentes no pocket, resultando em passes imprecisos quando precisa se movimentar.
Processamento pós-snap: Tende a ser um pouco lento para progredir nas leituras pós-snap, perdendo janelas de oportunidade que se fecham rápido.
Cautela em excesso: Seu foco em evitar TOs às vezes o torna conservador demais, deixando de arriscar passes que poderiam virar jogadas explosivas.
Dificuldade em Grandes Jogos: Histórico de queda de rendimento contra adversários ranqueados, onde sua precisão e tomada de decisão tendem a oscilar sob pressão.
Mecânica de Lançamento Longa: Devido à sua envergadura, o movimento de lançamento pode ser um pouco demorado, dando tempo de reação extra para a secundária adversária.
Análise estatística:
Carreira universitária (2022-2025)
Tentativas de passe: 1002
Passes completos: 633 (63.2%)
Jardas passadas: 7402
Jardas por tentativa de passe: 8.02
Jardas por passe completo: 11.7
Jardas por partida: 164.5
TDs passados: 61 (6.1%)
Interceptações: 13 (1.3%)
Rating: 142.7
Outros dados relevantes:
Tentativa de corrida: 224
Jardas terrestres: 732
Jardas por tentativa: 3.3
Jardas por partida: 16.3
12 TDs terrestres.
Registrou 3 recepções para 15 jardas em sua carreira.
Opinião sobre a escolha do jogador:
“ah, mas ele foi crush do editor no guia de draft do Steelers Brazil, então você gostou né?”
Bem… sim e não…
Quanto a escolha dele, dado ao histórico do Steelers e o trauma da família Rooney com prospectos regionais, era óbvio que ele seria uma escolha se disponível no momento certo, e humildemente, foi o que eu acho que aconteceu.
Eu nunca gostei de Drew Allar, eu sempre o considerei um jogador indigno do hype que o cercava.
Por exemplo, se Allar saísse para o Draft de 2025, poderia lhe garantir que ele seria uma escolha de primeira rodada de Draft e isso que eu nem considero que ele tenha feito uma grande temporada.
Na temporada de 2025, para o Draft de 2026, havia muita expectativa de como Allar iria se portar, pois seu nome era visto com muito entusiasmo entre os principais nomes cotados para a primeira rodada, ele estaria mais maduro, mais uma temporada em um programa competitivo, ele só teria a ganhar nisso.
Eu nunca gostei de Drew Allar…
Mas não aconteceu, ele foi mal, seu desempenho decaiu consideravelmente, vários prospectos do programa para essa classe de Draft também perderam brilho, no geral uma temporada que afetou boa parte dos prospectos do programa, e além de tudo, Allar fraturou o tornozelo e teve seu ano encerrado de forma prematura.
Eu nunca gostei de Drew Allar…
Mas a questão que paira sobre Draft: não é sobre desempenho, é sobre o que jogador pode se tornar.
Eu nunca gostei de Drew Allar, mas também é necessário o ver como um prospecto, ele tem nuances de ser um bom jogador, ele tem um bom braço e ele tem o tamanho de um QB, e isso, particularmente falando, é algo que eu via com bons olhos para um potencial de desenvolvimento de jogador.
Por exemplo, eu não confio em nenhum QB dessa classe cegamente, nem mesmo os que foram escolhidos na primeira rodada, menos ainda o que foi escolhido na pick 1, falta um pouco de tudo para todos.
Sobre Allar, que eu nunca gostei, seria hipocrisia não admitir que vejo potencial em seu jogo, ainda mais com um staff que sabe trabalhar com QBs, e nem estou falando só de melhorar o ataque aqui, estou falando de desenvolvimento, aprimoramento do prospecto.
Hoje eu acho que ele tem mais problemas do que qualidades, jamais confiaria nele para ser titular da equipe na semana 1, isso seria catastrófico!
Eu nunca gostei de Drew Allar…
Aliás, um puxão de orelha para a nossa torcida aqui, pelo menos para o pessoal mais extremista.
Vocês estão tão revoltados assim POR UMA PICK DE TERCEIRA RODADA?
Francamente, meu medo é que ele fosse selecionado antes pelo nosso Staff, e eu não ficaria nenhum pouco surpreso, mas ficaria bem revoltado com isso.
Mas uma terceira rodada, calma lá né, vamos ser menos dramáticos…
E lembrando que, eu nunca gostei de Drew Allar…
Primeira e segunda rodada eu acho obrigatório você draftar bem e trazer dois titulares para a equipe, na terceira rodada eu acho que você tá liberado para arriscar, se for o caso, e honestamente é tão ruim assim tentar lapidar um QB, que é tido como alguém com potencial?
Eu acho válido, não que eu goste, mas você que tá lendo, acha TÃO CRIMINOSO TENTAR ARRISCAR NUMA ESCOLHA DE TERCEIRA RODADA?
Meus dois centavos finais são:
Não gosto dele.
Vejo potencial nele.
Não vejo problema em gastar uma terceira rodada nele.
Gosto do histórico desse Staff trabalhando com QBs.
Razões para amar a escolha?
Se tudo der certo, ganhamos um franchise QB numa escolha de terceira rodada.
Razões para odiar a escolha?
Se tudo sair como o esperado, perdemos uma escolha de terceira rodada.
Qual a avaliação da nossa escolha?
B-
Motivos?
Eu não gosto do Drew Allar (acho que eu repeti isso umas 6x aqui), mas entendo o processo, sei que essa escolha veio do Staff, e não me importo em arriscar numa pick de terceira rodada, ainda mais tendo outras duas disponíveis.
Um QB jovem que tem as ferramentas de jogo, e não precisamos sair com ele de titular na semana 1 de forma desesperada, é uma aposta e foi uma aposta barata, o que eleva a nota dessa escolha!
Eu simplesmente não gosto dele, o que abaixa a nota dessa escolha!
Eu nunca gostei de Drew Allar…
O que faltou para ser uma escolha melhor?
Eu acho que não era um jogador que a equipe (front office e staff) almejava, e o valor dele numa terceira rodada é justo. Se ele estivesse disponível na nossa próxima pick, dentro desse cenário hipotético, mesmo com este editor nunca tendo gostado de Drew Allar…, seria mais ou menos o cenário ideal.
Meu último pitaco sobre isso: Draft é efeito cascata, a pick 65, o QB Carson Beck, certamente mexeu os boards das equipes que pretendiam draftar QBs nessa classe, o que o Steelers fez, foi garantir um jogador que queriam, então é justo para mim.
Dadas as circunstâncias em que o Steelers se encontrava no Board, teria mirado outra posição?
Sem mentir para vocês eu teria draftado um Guard nesse cenário…
“Qual deles?”
Aquele que draftamos na 96… kkkkkkkkkkkkkkkk (acreditem ou não).
Algum dos QBs que saíram após a primeira rodada seriam uma escolha melhor que ele?
Não, e afirmo com convicção!
Depois que o Carson Beck foi escolhido, eu já estava tranquilo, não tinha amor por ninguém dessa classe, nem mesmo pelos QBs que saíram na primeira roda…
“Mentiroso, você gostava do Ty Simpson que eu sei!”
É, bom… gostava mesmo…, mas não teria draftado ele nessa posição que foi escolhido, mas nem ferrando.
Enfim, eu não tinha muito amor por nenhum deles e, na minha convicção (PESSOAL), Allar era o QB3 dessa classe, podendo ser escolhido até no final da segunda rodada.
Foi o QB4, escolhido na metade da terceira rodada, então para mim tudo certo e sem muito ALLARde.
(essa foi horrível).






