Daylen Everette | Cornerback | Georgia Bulldogs
Pick n° 85 – Terceira Rodada.
Camisa n°6 Posição: Cornerback Idade: 21 anos (06.05.2004).
De: Norfolk-VA
Histórico escolar, Pré-recrutamento: IMG Academy, Bradenton-FL
Perfil de Recrutamento:
⭐⭐⭐⭐⭐- Classe de 2022. (18° melhor recruta, 3° melhor CB).
Recrutamento: Georgia Bulldogs (2022) – SEC.
Experiência no College: 4 anos (2022 a 2025).
Accolades: Campeão Nacional (2022).
First-Team All-SEC (2025).
RAS Score e medidas – Combine/ProDay:
RAS Score: 9.89
Altura: 1,86
Peso: 88,9kg
Comp. Mãos: 9.630 (24,46 cm*)
Comp. Braço: 31.880 (80,97 cm*).
Bench Press: NÃO TESTOU
Vertical Jump: 37.50 (95,25 cm*)
Broad Jump: 10’04 (3,15m*)
Shuttle: NÃO TESTOU
3-Cone: NÃO TESTOU
40 YD Dash: 4.38 20 YD Split: 2.56 10 YD Split: 1.54
Legenda utilizando a métrica do Relative Athlectic Score (RAS):
Verde = Ótimo/Bom – Amarelo = Ok/Mediano – Vermelho = Ruim
Comparações Pré-Draft:
Charvarius Ward, CB, Middle Tennessee State, UDFA, Classe de 2018.
Alontae Taylor, CB, Tennessee, 2rd. Pick 49, Classe de 2022.
Deonte Banks, CB, Maryland, 1rd. Pick 24, Classe de 2023.
Projeção de contrato: 4 anos, $ 6.916,078mi.
Número escolhido: não divulgado.
Projeção de Draft:
Terceira Rodada.
Classificação em Boards (Melhor prospecto disponível em overall):
The Ringer: NA PFF: 86° ESPN: 114°
Fox: 118° CBS: 81° NBC: 81°
PFN: 148° The Athletic: 98 Bleach Report: 83°
CONSENSUS BIG BOARD: 94° Melhor prospecto em OVR da classe de 2026.

Quem é Daylen Everette?
A criação em um ambiente de alta competitividade, jogando e enfrentando seus irmãos, permitiu que Daylen desenvolvesse uma visão ampla do jogo, começando na Norview High School como um jogador 2 sides (wide receiver e cornerback), onde registrou 11 interceptações em um único ano.
Sua trajetória rumo à elite do college passou pela IMG Academy, escola preparatória voltada ao desenvolvimento de prospectos elite no high school, onde se tornou um recruta cinco estrelas, antes de se consolidar em Georgia.
Em Athens, foi de um recruta de alto nível, campeão no seu ano de freshman até se tornar o líder da sala de DBs, demonstrando uma maturidade que olheiros descrevem como a de um futuro treinador. Everette tornou-se um pilar defensivo, acumulando 41 jogos como titular e enfrentando semanalmente o mais alto nível de competição, jogando pela SEC.
Ele personifica o cornerback que combina o pedigree de um recruta de elite com a “casca” de quem sobreviveu e prosperou na conferência mais física do college football.
Sua transição para o profissional é sustentada por sólidas estatísticas individuais e uma disciplina tática que o torna um dos prospectos mais prontos para contribuir de imediato em uma rotação de NFL.
O prospecto Daylen Everette:
Daylen Everette é um cornerback com o físico ideal para a posição, boa estatura, peso adequado, velocidade, além de ombros largos e braços longos.
Sua maior virtude é a sua técnica de espelhar recebedores, onde utiliza pés leves e quadris fluidos para se manter colado ao recebedor, inclusive em situações de mudança de direção, ele utiliza sua envergadura durante a rota para estabelecer alavancagem, demonstrando uma capacidade como leitor de jogadas muito avançada, com um processamento visual que antecipa as janelas de passe antes mesmo do lançamento.
Apesar da excelente velocidade, Everette joga de forma estratégica. Sua técnica de press é eficiente, mas ele demonstra uma preferência pela antecipação em vez do contato físico, o que o torna ideal para sistemas que exigem inteligência posicional.
Além disso, ele evoluiu consideravelmente no suporte contra o jogo terrestre, embora sua técnica de tackle tenha limitações, ele é um finalizador de jogadas muito esforçado, utilizando seu tamanho para conter o avanço do jogador que conduz a bola.
Por possuir uma estrutura “high-cut” (cintura alta), ele ocasionalmente apresenta inconsistências no recuo de jogadas e também no redirecionamento. Recebedores que utilizam variações de cadência conseguem o desequilibrar, e ele pode ser enganado por rotas com cuts duplos, onde sua capacidade de recuperação demora para reiniciar.
Everette tem a tendência de utilizar contatos pouco sutis quando se sente batido por recebedores mais lentos, o que resultou em três holdings e uma de interferência de passe em 2025. Essa impaciência em vencer a jogada “cedo demais” no press pode ser um problema crítico contra recebedores mais técnicos dentro da NFL.
Suas ball skills são produtivas no volume, mas ele sofre na conclusão final das jogadas. Embora tenha registrado 11 passes defendidos na última temporada, sua incapacidade de converter essas oportunidades em interceptações o define como um Ball Hawk deficiente. Ele é excelente em interromper o passe, mas raramente gera o turnover que muda o destino da partida.
Em sua tape, em muitas situações onde o passe está para ser interceptado, Everette o dropa ao chão, isso em situações fáceis e sem pressão ou contatos, demonstrando pura falta de atenção nas jogadas.
Fisicamente, ele prefere esperar a jogada se desenvolver a dar um bote mais agressivo, o que, somado à falha na ancoragem contra recebedores mais físicos no ponto de captura, limita sua capacidade de dominar situações de bola “50/50”.
Por fim, há o fator saúde. A cirurgia de hérnia e os problemas recorrentes no tornozelo em 2025 exigem um monitoramento de sua explosão lateral.
Embora tenha sido titular por três anos seguidos, o impacto dessas lesões em sua agilidade é uma variável que os olheiros consideram ao projetar seu teto como titular absoluto no nível profissional.
Pontos Fortes:
Espelhamento de Elite: Técnica de pés e quadris muito bem desenvolvidos, com excelente capacidade de espelhamento do recebedor.
QI de Jogo Avançado: Leitura de jogadas e processamento visual.
Uso de Envergadura: Utiliza braços longos para estabelecer alavancagem na rota.
Capacidade de antecipação nas jogadas: Timing excepcional para antecipar rotas e quebrar recepções e defender passes.
Velocidade: Sua velocidade e tempo de reação são muito bons, podendo se recuperar nas jogadas mesmo em erros sistêmicos.
Experiência em alto nível elite: 41 jogos como titular no sistema de Georgia, e jogando na SEC.
Maturidade e liderança: Muito jovem, com muita experiencia, se firmou como um líder de sua unidade em seus últimos anos na universidade.
Pontos Fracos:
Ball Hawk Desafinado: Falha crônica em converter passes defendidos em interceptações.
Disciplina Manual: Tendência a segurar e cometer faltas de holding quando batido.
Vulnerabilidade a Double Moves: Mecânica de recuperação desorganizada em cuts duplos.
Capacidade Física: Superado por WRs mais fortes no ponto de captura (bola 50/50).
Estrutura High-Cut: A cintura alta prejudica a fluidez no redirecionamento rápido no desenvolvimento da jogada.
Impaciência no Press: Tenta vencer a jogada rápido demais e perde a técnica.
Análise estatística:
Carreira universitária (2022-2025)
Partidas: 55 (41 como titular).
Tackles totais: 150 (50 em 2025).
Tackles for loss: 5 (0 em 2025).
Sacks: 1 (0 em 2025).
Fumbles forçados: 2 (0 em 2025).
Passes defendidos: 21 (11 em 2025).
Interceptações: 5 (1 em 2025).
Outros dados relevantes:
Jogou 620 snaps totais na temporada de 2025.
Covg. Snaps: 363
Run Def. Snaps: 253
Pass Rush Snaps: 4
Tackles perdidos: 4
Run stops: 14
Recepções permitidas: 31
Jardas por recepção permitidas: 11.5
Pass rating concedido: 95.9.
Opinião sobre a escolha do jogador:
“Inesperado né?”
Então, eu não imaginava que a #85 viria um CB, sendo bem honesto.
“Então não gostou?”
Não, ele é um bom jogador, mas foi bem surpreendente mesmo.
Na última temporada e nessa última free agency algo que o front office tratou de endereçar bem foi a nossa secundária, especialmente nosso corpo de corners, são tantos nomes, que a gente tem que parar para pensar quem vai jogar aonde.
“E onde a escolha de Daylen Everette se encaixa nisso?”
Bem, eu acho que o front office e o staff estavam na situação de ver um jogador que gostavam e não queriam deixar ele passar no board, particularmente, me parece algo um pouco próximo do que foi a escolha de Drew Allar, uma pick pelo jogador e seu potencial, não necessariamente uma pick de resposta imediata na equipe.
“Mas o que ele tem de bom?”
Assim, eu pessoalmente acompanhei quase toda carreira dele universitária, principalmente em jogos mais disputados, de confrontos mais pesados, e o que eu gosto de ver nele é a fisicalidade e a inteligência em campo.
Se você não curte um estilo de jogo de CBs mais físico, com disputa por espaço a todo momento, como Joey Porter Jr. joga, talvez o perfil dele não te encante muito.
Este editor, por outro lado, gosta bastante desse estilo de jogo, uma forma mais preventiva de defesa, sem ceder muitos espaços, deixando os adversários em situações de passe com janelas curtas, em espaço de campo curto.
O perfil dele de disputar cada centímetro do campo e utilizar seus braços para prender o defensor numa “caixa”, e antecipar o passe, movimentando suas mãos em direção a trajetória da bola, antes do recebedor estar preparado para receber o passe me encanta bastante em seu jogo.
Everette é um jogador que eu vejo um grande potencial, por mais do que eu tenha visto dele atuando como outside corner, eu acho que ele pode render vários papeis dentro da secundária.
“E as deficiências dele?”
Quando você vai avaliar um DB em geral, NUNCA utilize como parâmetro de qualidade as interceptações, as interceptações raramente são um trabalho de mérito integral do defensor, e quase sempre por um erro de leitura, um erro de passe ou em geral um erro do QB.
Basicamente, na natureza do Futebol Americano a interceptação é uma anomalia, e quando acontece é porque alguém errou, claro, com algumas exceções!
Quanto a Everette, seu maior problema é deixar de aproveitar situações de erro do QB, e as transformar em interceptações, seja num passe difícil, ou num passe mais fácil.
Ele demonstra um grave problema de concentração, para capitalizar esses erros em TOs.
Embora ele seja um tackleador dedicado, acho que ele tem um leve problema para se ajustar na posição correta e tacklear mais adequadamente.
“E você consegue ver um encaixe dele na secundária atual?”
Interessante essa pergunta, estava pensando sobre isso…
Se você observar a tape de Everette, eu consigo observar uma pitadinha de desenvolvimento de slot corner ali, um cara que é bem instintivo em antecipação, e com uma leitura afiada de jogadas.
Eu acho que ele tem tamanho e técnica para isso, principalmente pela sua capacidade de antecipação nas jogadas, e sua capacidade instintiva de frear o jogo terrestre, quem sabe…
“E nesse cenário, qual seria o desenho da secundária?”
Porter Jr. e Dean como Outside Corners.
Ramsey como Free Safety e Brisker/Eliott como Strong Safety.
Everette, como Slot/Nickel corner.
Eu gosto bastante desse desenho.
Razões para amar a escolha?
Eu gosto do jogador, gosto do estilo de jogo dele e gosto do potencial que ele apresenta. É um jogador com pedigree universitário, foi bem treinado e visto como líder pelos seus companheiros de time.
E principalmente, mesmo jovem, é um jogador visto como um player muito inteligente, alguém que sabe ler o campo.
Isso aí, chega de jogadores burros aqui!
Razões para odiar a escolha?
Não odiei ela, mas achei uma escolha surpreendente acima de tudo. Como crítica, acho que draftar numa posição que estamos bem servidos, talvez?
Qual a avaliação da nossa escolha?
B
Motivos?
Bom jogador, titular de um programa sólido, que usa diferentes variações defensivas, vai jogar ao lado de DBs muito bons a nível da liga, é jovem e apresenta muito potencial técnico, o que eleva a nota dessa escolha!
O Steelers tem um DB room bem cheio agora, principalmente quanto a cornerbacks, definitivamente CB não era uma need, e definitivamente nas primeiras semanas eu não vejo ele tendo muito espaço na equipe, o que abaixa a nota dessa escolha!
O que faltou para ser uma escolha melhor?
Eu não sei responder a isso.
Dadas as circunstâncias em que o Steelers se encontrava no Board, teria mirado outra posição?
Mesma história do outro texto, se Gennings Dunker estivesse disponível na 76 iria de olho fechado no nome dele, imagine com ele disponível na 85.
Algum dos CBs que saíram após a escolha dele poderiam ser uma escolha melhor que ele?
Sim e não, talvez você concorde comigo nessa linha de raciocínio, veja:
Se APARENTEMENTE, eu disse APARENTEMENTE, estamos falando de um projeto de desenvolvimento no nome de Everette, por ele APARENTEMENTE não ter lugar no desenho de time titular, ou seja, APARENTEMENTE ele não deva jogar de imediato, sendo um prospecto para ser desenvolvido pelo staff para o futuro…
Jermod McCoy, talvez não fosse uma aposta mais consolidada nessa situação de board?
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Autor: Junior Fabian / @junior.fbn






