Blog OTA’s: Fazendo suas repetições

Terça-feira, 9 de junho

Ganhando experiências:

O técnico Mike McCarthy deixou claro nesta terça-feira que os últimos treinos de OTAs do Steelers são uma oportunidade perfeita para os jogadores mais jovens acumularem o máximo possível de repetições (reps).

“A principal coisa para nós nesta semana é realmente a distribuição das repetições”, disse McCarthy. “Estamos em uma situação muito boa em relação ao que conseguimos realizar com o time até agora, então estamos tentando dar o maior número possível de repetições para a nossa geração mais jovem.”

Essa nova geração inclui o quarterback calouro Drew Allar, escolhido na terceira rodada do Draft vindo de Penn State.

“Definitivamente é uma semana importante”, disse Allar. “Eu tento absorver o máximo possível de repetições mentais durante os treinos, mas é diferente quando é quem está executando as jogadas e armazenando essas experiências na memória, trabalhando diferentes conceitos de rotas contra diferentes coberturas defensivas. É uma semana importante. Estou tentando levar uma jogada de cada vez, evoluir a partir de cada lance e, seja um passe bom ou ruim, ou qualquer que seja a situação, aprender com isso e crescer.”

O processo de desenvolvimento de Allar vem acontecendo desde sua chegada ao rookie minicamp após o Draft, com a ”escola de quartebacks” que McCarthy e o treinador de quarterbacks Tom Arth prepararam, trabalhando ainda mais perto com Allar e Will Howard, que agora está em seu segundo ano.

“Tudo começa pela postura e pelo trabalho correto dos pés a partir dessa postura. E como isso se encaixa em tudo o que fazemos tanto no jogo terrestre quanto no jogo aéreo”, explicou McCarthy. “Tem sido uma semana divertida, passando um pouco mais de tempo com os dois jovens e acompanhando os exercícios.

“Tom fez um trabalho fenomenal reunindo excelentes vídeos de estudo. Lá na Fase 2, quando pudemos vir a campo pela primeira vez e iniciar o treinamento básico de movimentação dos pés, e depois mais tarde ver Drew executando esse processo, foi impressionante assistir ao que eles colocaram em vídeo ontem em termos de evolução. E quando falo em evolução, não é que eles nunca tenham feito isso antes, mas sim que estão aprendendo a fazer do nosso jeito e sincronizados com os jogadores ao redor. Esses caras começaram muito bem.”

Alguns dos vídeos mencionados por McCarthy incluem gravações de Tom Arth e Aaron Rodgers durante a “escola de quarterbacks”, quando ambos estavam iniciando suas carreiras. A combinação desses materiais com os vídeos produzidos por Arth tem ajudado Allar em seu desenvolvimento.

“Eles mostram bastante do treinador Arth, do Aaron quando ele estava em Green Bay e também todas as nossas progressões até agora”, disse Allar. “Para mim, é interessante comparar quando cheguei aqui para o rookie minicamp com onde estou agora durante os exercícios. É legal ver a evolução de todo mundo na sala. Olhando para mim mesmo, porque eu sabia que havia muitas áreas nas quais queria evoluir, sinto que dei os passos certos. Agora só preciso continuar trabalhando nisso no meu tempo livre.”

Embora pretenda continuar trabalhando, Allar também reconhece que já evoluiu bastante desde que chegou ao UPMC Rooney Sports Complex.

“Eu diria que a maior evolução foi mentalmente, no entendimento do playbook”, afirmou Allar. “Eu me sinto confortável com ele. Ainda estou aprendendo e evoluindo todos os dias, e tento fazer o máximo de perguntas possível para realmente dominar tudo antes do fim dos OTA’s. Os treinadores têm sido excelentes, a sala de quarterbacks tem sido excelente, e sinto que eles realmente me ajudaram muito até aqui.”

“Eu me sinto muito mais confortável fisicamente. Acho que isso pode ser visto nos vídeos dos meus snaps nos treinos de sete contra sete e também nos treinos coletivos que tive. Parece que estou jogando mais devagar, o que é algo positivo. Estou processando as informações rapidamente, mas meus pés estão trabalhando de forma calma, e estou executando tudo no tempo e no ritmo corretos. Eu sei quando estou fora de ritmo apenas pela movimentação dos meus pés. Sinto que evoluí muito nessa área de confiar no que vejo em campo. Estou crescendo de uma repetição para a outra. Só preciso continuar focado nisso.”

E manter esse foco tem sido fácil graças à orientação que ele vem recebendo não apenas dos treinadores, mas também de Aaron Rodgers.

Desde o dia em que o quarterback veterano chegou para os OTAs, ele tem atuado como um treinador adicional, mentor e guia para Allar em cada etapa do processo.

Encontrando o seu lugar: 

O rookie Eli Heidenreich, escolha de sétima rodada do Steelers vindo da Academia Naval dos Estados Unidos, foi classificado como running back/wide receiver desde o momento em que o Steelers o selecionou no draft.

Durante os OTAs e o minicamp, porém, ele disse que tem trabalhado exclusivamente com o grupo de running backs. Isso não significa, no entanto, que a bola não esteja chegando até ele pelo ar.

“Tenho estado na sala dos running backs o tempo todo, mas acho que existe uma certa flexibilidade no nosso ataque que permite ao running back alinhar mais como slot receiver e aproveitar esses espaços”, disse Heidenreich. “Também tenho feito um pouco de trabalho como recebedor.

“(Running back) foi minha primeira posição. Comecei minha carreira no futebol americano como running back, depois migrei mais para receiver no ensino médio, e na faculdade sinto que desempenhei os dois papéis.”

Quando a bola chega até ele pelo ar, em algumas ocasiões ela vem das mãos do quarterback Aaron Rodgers. E isso é algo que não passa despercebido para o calouro, que cresceu assistindo Rodgers jogar, incluindo a decepção de vê-lo derrotar o Steelers no Super Bowl XLV, quando ele ainda jogava pelo Green Bay Packers.

“Tem sido incrível. É alguém que eu cresci assistindo”, disse Heidenreich sobre Rodgers. “Lembro perfeitamente de assistir ao Super Bowl em 2012, ele vencendo a gente. Agora, estar no mesmo campo que ele e receber passes dele é algo inacreditável.”

Heidenreich admite que precisou se acostumar a conviver diariamente com alguns rostos conhecidos do elenco, veteranos que ele assistia pela televisão sendo um torcedor do Steelers.

“Eu estava sentado no refeitório, almoçando, uma ou duas semanas atrás”, contou Heidenreich. “Naturalmente me referindo a eles usando o nome completo, nome e sobrenome. Aí um dos jogadores disse: ‘Você pode chamá-los apenas pelo primeiro nome’. E eu pensei: ‘É verdade’.

“Acho que, crescendo como torcedor, você se acostuma a se referir a eles pelo nome completo. Achei isso engraçado. Mas, sim, nos primeiros dias foi assim.

“Agora é hora de trabalhar e melhorar a cada dia. É isso que estou realmente ansioso para fazer aqui.”

A transição da exigente rotina da Academia Naval, onde os estudos e os compromissos militares vinham antes do futebol americano, para a NFL, onde tudo gira em torno do futebol, tem sido uma mudança bem-vinda para o jovem jogador, que busca evoluir diariamente.

“É um estilo de vida completamente diferente em comparação com a Academia Naval”, disse Heidenreich. “Acho que a maior diferença é o tempo. Agora tenho todo esse tempo para focar no futebol, cuidar do meu corpo e estudar o playbook. Posso simplesmente ser um profissional do futebol americano, algo que eu realmente não tive a oportunidade de fazer em Navy, porque precisava conciliar os estudos e as responsabilidades militares.

“Essa tem sido a grande mudança. E este programa tem muitos veteranos e muitas pessoas com quem estou tentando aprender. Estou absorvendo os conselhos deles e tentando aproveitar toda a experiência que eles têm para compartilhar.”

Parece que o tempo não passou:

O veterano tight end Robert Tonyan foi uma adição tardia ao elenco de offseason do Steelers, mas, ainda assim, já se sente em casa no UPMC Rooney Sports Complex.

“Sinto que conheço metade do prédio”, brincou Tonyan.

Aos 32 anos, Tonyan entrou na NFL como undrafted free agent pelo Green Bay Packers em 2018, última temporada de Mike McCarthy como treinador principal da equipe.

Tonyan acabou passando suas primeiras cinco temporadas na NFL em Green Bay, recebendo passes de Aaron Rodgers. O destaque veio em 2020, quando registrou 52 recepções em 59 alvos, com 11 touchdowns, justamente na temporada em que Rodgers conquistou o terceiro dos seus quatro prêmios de MVP da NFL.

“Estávamos sempre na mesma sintonia”, relembrou Tonyan. “Sinto que, quando meu número é chamado ou chega a minha vez de entrar em campo, ainda estamos nessa mesma sintonia.”

Atualmente, Tonyan tenta virar a página após passagens por Chicago, Minnesota e Kansas City nas últimas três temporadas. Nesse período, somou apenas 12 recepções, sendo apenas uma delas nas duas temporadas mais recentes.

“Vou continuar jogando até não aguentar mais”, afirmou Tonyan.

Esse é um dos motivos pelos quais ele aceitou imediatamente a oportunidade oferecida pelo Steelers. Outro motivo foi justamente quem fez o convite.

“Quando Mike ou Aaron ligam para você, você vai e faz o que eles pedirem”, enfatizou Tonyan. “Foi ideia deles me trazer para cá. O Steelers queria que eu viesse para um teste. Depois me perguntaram se eu preferia participar do minicamp e ficar ao redor do grupo, acumulando dias e treinos, e eu preferi isso. Foi muito bom.

“Depois do segundo treino eles me contrataram, e agora é seguir em frente e trabalhar.”

Tonyan teve médias de 27,4 recepções e 3,4 touchdowns por temporada durante seus cinco anos com o Packers. Mas seu entusiasmo com o potencial que enxerga no Steelers não está relacionado a números individuais.

“O objetivo é o Super Bowl”, disse Tonyan. “Eu valorizo isso e acho que dá para sentir isso quando você chega aqui. Omar Khan tem uma visão muito clara. Quando me contratou, ele explicou exatamente essa visão. Eles estão totalmente comprometidos com a busca pelo Super Bowl. É muito bom estar em um ambiente assim.

“Vou fazer tudo o que o time precisar para ter sucesso. Como eu disse, eles estão totalmente focados no Super Bowl, então qualquer que seja o meu papel, eu vou abraçá-lo. Sempre que precisarem que eu faça o que tenho que fazer, ou o que preciso fazer ao lado de Aaron, estarei pronto para entrar em campo.”

Steelers

Traduzido de Steelers.com

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